terça-feira, 28 de Julho de 2009

Man!



Guilty Pleasure


Kurt Russel, ou, melhor ainda, Stuntman Mike

"It's your scar..."

sexta-feira, 24 de Julho de 2009

Olha!

Hoje não é quarta-feira e eu escrevi aqui!

Tunnel of love

Quão vasto é o nosso coração para conseguir abraçar tanta e tanta gente? Gente, até, que, tantas vezes, não deveria constar desse espaço abstracto mas ao mesmo tempo tão concreto e real como o verdadeiro abraço, ou amplexo, chamem-lhe o que mais vos aprouver.
Quanto?
E há distinções? Ou é tudo farinha do mesmo saco?
Não há. É tudo sentimento, amor puro, duro e panisgas.
É impossível diferenciar ou comparar o amor de avós e netos com amor de pais e filhos, ou de amigos, ou namorados. Não obstante este último ser bastante relativo e, em muitas das vezes, falso e escorregadio.
Não dá, é amor. Só amor, na generalidade e globalidade da palavra. Num espaço tão infinito como o eixo do x ou do y.
É matemático, é poético, é concréctico e abstráctico.
É amor.

Enoja-me - ou crónica da ressaca

Enoja-me ver pitas, que, provavelmente, ainda não têm pelinhos na patareca, e muito menos cara para levar um estalo, envergarem garrafas de licor de maçã rua abaixo, como se de um troféu se tratasse, empiriquitadas com micro-calções e cheias de argolas nas orelhas, tipo ciganas, mas mais artilhadas. De lábios esborratados de um batôn do cieiro branco-cor-de-meita, seguras da sua femininidade e, mais ainda, da sua obscenidade, e da imponência da sua aparência de plástico. E julgam-se as mais in e mais chic e mais boazudas e tesudas. Benzas-as deus.

Enoja-me ter de cheirar forçosamente o rasto do bêbado que segue à minha frente para o mesmo sítio que eu, e que deixa para trás um trago a cebola frita em álcool. Pior ainda é tê-lo, novamente, à minha frente na fila para pagar uma lata de almôndegas com ervilhas e duas garrafas de vinho de mesa branco, carrascão, e a doce fragrância que emana daqueles poros entupidos de selanca insiste em pairar debaixo do meu nariz, quer eu me afaste ou não.

Enoja-me olhar para o chão e, num infeliz acaso, dar de caras com umas unhas dos pés arraçadas de casca de ameijoa pintadas de um vermelho sujo. E a rapariga até era razoavelmente bonita, não fossem os pés destapados.

Enoja-me pensar que tudo me enoja, e que a dita palavra é tão feita que até mete nojo.

quarta-feira, 22 de Julho de 2009

Definição de um dia de folga sozinha em casa

Acordar às sete e meia da manhã porque o nosso sistema está de tal forma habituado a isso que nem no dia em que sabe que pode descansar o faz. Adormecer até às dez que é o momento em que toca o despertador que se ligou na noite anterior com intenção de não se acordar muito tarde para se poder aproveitar o dia. Voltar a adormecer até à uma e treze da tarde.
Acordar à hora mencionada e permanecer derramada no leito como se se estivesse em coma. Continuar assim durante uns escassos cinco minutos e posteriormente levar cambaleantemente a perna direita a uma das extremidades da cama.
Sair da cama e andar pela casa nua e descalça ignorando a cortina e janela da sala abertas.
Higienizar-se como deve ser e dirigir-se para a sala ainda nua e ainda ignorando a cortina e janela abertas.
Ligar a música out loud e colar-se ao sofá até às duas e meia que é quando se decide que temos forçosamente de nos vestir porque já vimos quatro vizinhos sete cães e um gato vomitarem depois de olharem para nós.
Demorar meia hora a decidir o que se vai vestir e ainda fazer propositadamente um rasgão naquelas calças vermelhas que já não se veste desde à canos.
Aproveitar o facto de estarmos vestidas para ir às finanças num instante comprar o selo do carro que os pais pediram.
Sair de casa às três e voltar às três e quinze porque as finanças são a cinquenta e poucos passos de casa.
Voltar a despir-se mas desta vez ficar em cuecas e t-shirt de dormir.
Aguardar a chegada da mãe enquanto se ouve música e se atrofia com a merda do facebook que dá sempre erro de cada vez que se tenta fazer o upload de uma fotografia.
Ouvir música.
Ouvir música.
Ouvir música.
Ouvir mais música.
Música.
Ouvir a mãe chegar, pôr a conversa do dia em dia e decidir ir jantar fora sem muita vontade porque apesar de ainda se não ter mencionado se almoçou que nem uma cavalgadura romana.
Escrever isso tudo no blog porque se sentem em falta visto que há já uma semana que não punham lá nada e isto foi o melhor que inventaram.

Espécie de aviso à navegação

Acho que este blog se vai tornar num semanário, porque, quer queira quer não, só consigo ter tempo e cabeça para ele às quartas-feiras - dias de folga.
E, mesmo assim, é o que se vê.

quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Lazy on a wednesday afternoon

Acordei às 10h da manhã e disse de mim para mim que ia aspirar o quarto e a sala.
São 3h da tarde e ainda só estive no computador.
Bonito.

Cut here

Nunca me entrou na cabeça o porquê de maioria das pessoas ter medo, pavor, miufa, cagunfa, de cortar o cabelo. Se têm medo não cortem, olha que caralho!
Ah e tal vou cortar o cabelo e depois quando saem do cabeleireiro é um martírio (para eles e para nós, que ouvimos o queixume) porque está feio e estão horríveis e não saio de casa até o cabelo voltar ao mesmo tamanho e estou tão feia isto, e nem me posso ver ao espelho aquilo...!!
Eu das coisas que mais gosto de fazer é, talvez, "cenas" ao cabelo. Ora pinto de roxo, ora descoloro todo, ora corto só de um lado, ora descoloro só de outro e ainda o rapo só de um... E sem medos, e se não gostar paciência, habituo-me. E também porque de feia já não passo.
Faz-me espécie, pronto. Não percebo o complexo dessa população.
E outra das coisas que não percebo é porque é que estou a ouvir o cd da Katy Perry enquanto escrevo isto, e muito menos o intuito de o ter sac... comprado...!

Á ó!

É chato quando eu digo "está quaise", acentuado o "ise", para imitar o dialecto pexito, e recebo um natural e enfastiado "falta o quase..." como resposta.
É sinal que o nível de intelecto do meu receptor é um tudo nada inferior ao meu, e isso é, também, um tudo nada incómodo.

domingo, 5 de Julho de 2009

Paranoid 9

Chego sempre a casa com muito mais areia no corpo quando vou à praia à noite do que quando vou à praia de dia.

Reflexão 9

Se existem pessoas que têm, por exemplo, o nome do álbum de fotografias do hi5 apelidado de "Perda de tempo", ou idem aspas para a caixa de comentários do blog, não será, também, o simples facto de terem um álbum de fotografias no hi5 ou um blog, para essas pessoas, uma perda de tempo?
E se sim, para quê?

(Eu sei, mas não me apetece gastar o latim. É, ironicamente ou não, uma perda de tempo.)

quarta-feira, 1 de Julho de 2009

A Cristina

Já por três vezes me ligou um homem para casa, de seu nome Rui, em busca da voz de uma tal de Cristina. Duas ontem, uma hoje.
Da primeira vez, mal atendi o telefone, salta de lá o Rui, assim sem mais nem ontem, com um "'Tou querida já estou despachado queres que te vá buscar?" - "Uhh... Quem fala?" - "É o Rui... quem fala?" - "Err... A Márcia...(?)" - "Não é da casa da Cristina?" - "Não..." - "(tímidos risos) Ah peço imensa desculpa, foi engano!" - "Ora essa, não faz mal (risos)".
Coisa de dez minutos depois, o telefone volta a gritar e lá vou eu atendê-lo. "Estou?" - "Olha já estou aqui em baixo, já cheguei." - "Pois, sabe, é que ainda não é da casa da Cristina... (risos)" - "Oh desculpe, peço imensa desculpa. Mas já agora, estou a ligar para onde?" - "Para Sesimbra..." - "Ah, pois, é que eu queria ligar para a Cotovia..." - "Pois, é perto..." - "Peço desculpa mais uma vez. Boa tarde." - "Ora essa, boa tarde."
Hoje, à tarde, toca o telefone, outra vez. "Estou?" - "Cristina... Já estou aqui em baixo..." - "Uhh... Não é a Cristina..." - "Oh, desculpe lá, obrigada..."
Será possível a cegueira e burrice de uma pessoa chegar ao ponto de nem sequer se conseguir aperceber que o número para onde está a ligar não é, de todo, o da Cristina? Ou será que só à terceira é que é de vez?
Eu admito que até estava a achar piada, e posso até deduzir pelo tom de voz do último telefonema, que esta tal de Cristina com quem me confundem é a apaixonada casada deste Rui, e que a coisa deve ter dado para o torto e o marido dela descobriu que eles andavam enrolados.
E isto deve ter acontecido, mais ou menos, assim:
Ele ligou-lhe a dizer que já estava despachado e perguntou se a podia ir buscar, ela disse que sim e que, quando ele chegasse, lhe desse um "toque". O marido, esse coitado, andava desconfiado e tirou o dia para se pôr à coca. Depois o Rui liga, novamente, à Cristina e diz-lhe que já chegou, para ela descer. Ela desce, pois claro, entra no carro e cumprimenta-o com um quente e apaixonado beijo na boca, enquanto o corn... marido a espia de longe. Cristina e Rui partem a toda a velocidade rumo a um spot onde pudessem ter um fugaz sexytime e o cornud... marido segue-os no seu bólide. Eles param à porta de um prédio, supostamente onde Rui vive, saem do carro e entram no dito empreendimento. (chamemos-lhe assim), o traído, mantem-se dentro do seu pópó à espera que os amantes terminem de fazer o que os levou ali. 2h horas depois, Rui e Tininha saem do prédio e voltam a entrar no carro, rumo a casa da vagabund... moça. Ao chegar a casa, Tinocas depara-se com um marido emputecido e furibundo de raiva, pronto a explodir. Não tem nem tempo de lhe perguntar "querido, o que é que se passa?", porque, a meio do "queri...", Zé atira-lhe com um "minha granda ordinária! Eu bem te vi! Entraste no carro de um sacana qualquer e fostes-me meter os cornos! Não foi? Vá! Diz lá que não foi! Mente! Estás a mentir para quê se eu vi?! HAM?!", ao que Cristina, indignada, responde "calma bacano, eu não vou mentir. Ya tenho um caso, ando com outro. Estás mais descansado agora? E como é que é? Começamos já a tratar da papelada ou arrastamos isto durante uns tempinhos?". O cônjuge diz-lhe que sim senhora, tudo bem, vamos lá então tratar do divórcio, mas primeiro quero fazer contigo, uma última vez, o belo amor. Ela cedeu. Relutante, mas cedeu. Oh se cedeu.
Por fim, hoje de manhã, Cristina liga a Rui a contar o sucedido e pede-lhe para ir viver com ele, assim, do pé para a mão, até porque nos dias que correm, duas pessoas decidirem viver juntas não é tão invulgar quanto isso. E assim foi, ele disse que sim, e que passaria por casa dela mais tarde para a levar com ele rumo a um futuro feliz, longe de Zés chifrudos. E já estás! Negócio feito! Quando Rui chegou, tornou a ligar à sua Tina, que esperava impacientemente por ele, dizendo-lhe que "já lá estava".
Por esta hora, devem estar os dois a festejar no dito apartamento, rodeados de música, velas e fluídos em abundância.
E, caso o Rui me volte a ligar, não terei qualquer pudor em lhe perguntar como estão a correr as coisas. Até, quem sabe, podemos combinar um cafézinho, falar da vida, e tal...

Perguntas retóricas:

- Perguntar a uma criança se quer sumo.

- Perguntar-me, no trabalho, se quero ir embora.

- Perguntar-me, na rua, à noite, se quero beber.

Sleepin' around

Das coisas que mais me emputece é dizerem-me tenho de me levantar às 9h da madrugada para estar despachada às 9.30h porque a essa hora, mais coisa menos coisa, chega o tal casal para ver a casa e esse mais coisa menos coisa traduz-se em duas horas extra que podia ter ficado a dormir.