quinta-feira, 29 de Outubro de 2009

Small talk stinks

As verdadeiras amizades não se alimentam nem vivem nem tampouco se fortalecem de um contacto contínuo e umbilical, não há necessidade. Porque essas ditas amizades, as verdadeiras, são construídas, para além de outras coisas, de segurança. Da segurança de sabermos que a outra pessoa nos tem no pensamento e que não gosta menos de nós por não falarmos a cada santa meia hora. E que sente o mesmo.
Não acho que alguém tenha uma vida de tal forma preenchida de factos interessantes que implique passar parte do tempo a contar ao amigo ou à amiga o que se fez e o que aconteceu durante o dia, as vezes que se fez xixi e o que se almoçou.
Falo, claro, daquelas pessoas que nem sempre se vêem, porque aquelas que estão em contacto todos os dias acho ainda menos necessário.
Não que não seja bom ou saudável falar das coisas e de tudo, mas não de uma forma obsessiva, quase que obrigada. Tem de haver um à-vontade, um motivo, porque se fizermos disso uma rotina as coisas perdem valor, habituamo-nos a algo que acabará por não fazer tanto ou o mesmo sentido.
Porque as conversas têm (de ter) valor e peso, têm de ser consequentemente construtivas e proveitosas.

Tal como as verdadeiras amizades.

7 petardo(s):

andre melo disse...

Olá (oolha o gajo...)
Aki pra moi, os melhores amigos são os k vejo de.. tipo, mês a mês, e porque? actualizamo-nos em 5 minutos e o resto da conversa vive de jabardeira típica de quem estrabucha junto todos os dias... é do melhor.. lol

catinga disse...

O que nos leva à interessantíssima discusão sobre o que vale mais: um amigo ou um compincha? Ou, posta a coisa de outra forma: de que precisamos mais vezes? Do bom velho amigo que vemos uma vez por ano ou do superficial companheiro que está connosco sempre?

Eu cá, começo a pensar que é o segundo caso...

Mars disse...

andré! 'tás cá!! :p
partilho da mesma situação.

catinga, se pensarmos bem, vale mais um amigo, e precisamos mais vezes desse bom e velho; o que sucede é que o tal compincha é a quem recorremos na maioria das vezes.
só isso.

mas isto sou eu...

Cadinho RoCo disse...

Somos totalmente dependentes da comunicação que emanamos e recebemos.
Cadinho RoCo

K. disse...

acho piada: as coisas que mais gosto por aqui são as que menos consigo comentar. Este é um daqueles, de topo, mas tu já disseste tudo.
E tão bem.

K. disse...

afinal, quero dizer uma coisinha: o verdadeiro amigo é sempre compincha, quando pode ou quando é necessário.
no fundo, mesmo não estando fisicamente, acaba por estar ao nosso lado, sempre, para qualquer eventualidade.
e eu tenho saudades tuas. o que é mau, porque tive contigo na sexta, estás a ficar viciante! ahah

Jaime de Almeida disse...

still dunno who you are. like the blog though.