Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

Tem uma espécie de significado qualquer que não sei explicar

Quando uma pessoa que cumprimenta outra a trata por alguma alcunha generosa, engraçadinha vá, ou melhor dizendo fofinha, mas que de cada vez que a volta a cumprimentar a chama de outra coisa bonita mas diferente da anterior, e essa pessoa que a tal pessoa cumprimenta a chama, também "na onda" das nomenclaturas divertidas, igualmente palavras amistosas e não, mas também, palavras igualmente amistosas, entende-se que haverá aqui, no seio desta coisa, que não tem mesmo outro nome que não seja coisa, porque uma pessoa quando não sabe mesmo o que chamar a tal realidade - seja ela qual for - só consegue mesmo chamar-lhe coisa, ainda que coisa seja um nome feio e um pouco ordinário, dizia eu que se entende que há aqui no seio desta coisa, no âmbito da questão, no cocuruto, no cume, no vértice desta coisa infinitaédrica, há, dizia eu, de facto, assim meio ao de levezinho, algo de qualquer coisa que, como está no título, não se alcança interpretação alguma para fazer inteligível o que esta tal coisa é, se é que se pode afirmar que ela (co)existe no presente do indicativo, dizia eu que não se consegue fazer perceber muito bem o que essa coisa é e, o mais próximo que conseguimos verter do que aquilo é é, muito resumidamente, aquilo que acabei de dizer.

Quarta-feira, 11 de Janeiro de 2012

Uma boa maneira de dizer que estou aos tombos

O teu campo magnético está a atrair o meu!

Sexta-feira, 6 de Janeiro de 2012

Elementar

When you reach that point where your brain has the capacity to control every and single move, and you're able to think. Just think.

Mr. Watson, at that point, you are insanely lost.

Segunda-feira, 2 de Janeiro de 2012

Paciência

Tinha umas coisas giras para escrever aqui mas são 2 da manhã e não me apetece acordar os meus pais com o barulho do teclado.

E amanhã sei que não me vou lembrar do que tinha em mente.
Ora bolas.

Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011

Coleguinhas

Acho engraçado o facto de a minha mãe ter vindo perto de mim enquanto eu estava no facebook e pedir-me para lhe mostrar quem é "o tal rapaz com quem tens saído" porque "até podemos ter andado na escola juntos".

Domingo, 25 de Dezembro de 2011

Foda-se Márcia, mas que paneleirice que blog é esta?!

Quarta-feira, 26 de Outubro de 2011

Quinta-feira, 13 de Outubro de 2011




Somos um pouco como um violino, nós.

Quarta-feira, 14 de Setembro de 2011

Run for it

São flashes que têm de ser agarrados à mesma velocidade luminosa com que nos aparecem, ou doutra forma jamais conseguiremos imacular na nossa história esses pequenos grandes recortes do universo emaranhado que é o nosso infinito interior.

Há que colher o que verte de nós, e há que moldá-lo, não deixando assim que a fonte seque e que as ideias escasseiem ou se percam no deserto da inércia.

Domingo, 11 de Setembro de 2011

After a time... You may want keep using more.

Sexta-feira, 9 de Setembro de 2011

1 ano

Faremos outra vez o que fizemos outrora em que as ideias tinham a luz e a clareza para serem acreditadas. Voltamos atrás para recomeçar o que se não deu seguimento - nem sentido.

Desprender-nos-emos.

Haja repetição, putas e vinho verde.

Quarta-feira, 6 de Julho de 2011

Chegamos perto de uma casa muito bonita vista de longe.

Trazemos da praça uma maçã verde e vistosa.
Observamos uma cortina ornamentada a dourado e vermelho e flores que esconde alguma coisa.
Pintamos as unhas com um verniz caro.
Depois entramos em casa e ela está vazia, trincamos a maçã e ela está podre, afastamos a cortina e por detrás dela só está uma parede.
E o verniz estala.

Quarta-feira, 22 de Junho de 2011

Aceito que falhámos, que nos não despedimos, que não acabámos, que tentámos não falar, não nos encontrar - não pensar.

Com o tempo o tempo morre, esmorece.
Tentamos não partilhar, não falar, não dizer. Tentamos não sentir.
Esquecemo-nos de nós. Esqueço-me de mim.
Penso não pensar mas penso.

Vou indo, andando, pensando,

Quinta-feira, 2 de Junho de 2011

ESVAINDO-ME, ESVAZIANDO-ME


Quarta-feira, 1 de Junho de 2011

Dogmas, de um pretérito imperfeito ainda morno, afiados nas pedras da incoerência, golpeiam a carne contaminada e em chamas, manchando as ruas de sangue preto e pútrido, queimando o que resta de caminhos trilhados pela fome de algo que nunca se soube o que era.

A garganta enrodilhada, o suor nas mãos, a cabeça e o peito em constantes e sucessivas implosões que, a pouco e pouco, arruínam o que sobra da sanidade.

Os sapos engolem-se mas é sempre preciso arrotar.